quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Das pequenas alegrias

Uma coisa muito certa sobre morar em casa (ao invés de apartamento) é que o trabalho para mantê-la é geralmente um pouco maior, principalmente quando se trata de casa com jardim e quintal.
Minha preferência por apartamento se deve ao fato de ter um espaço reduzido para cuidar, visto que eu não desempenho tão bem quanto minha mãe desempenhava, a função de dona de casa.
Mas sabendo da preferência dela por casas com quintal e jardim, especialmente por esta em que nós moramos, desenvolvo aos poucos o gosto por espaços com "coisinhas", para cuidar.
E entendo a compensação que isso traz quando a cabeça acalma um pouco e se deixa encantar pelas pequenas alegrias que quintal e jardim trazem.


Aqui, um exemplo do que eu falo:

a rolinha que de tempos em tempo choca os ovinhos dela aí

a carambola que parece uma estrela

as uvas azedinhas que a Lucy adora

Esse pouco (muito) que eu percebo quando relaxo e resolvo dar uma volta pela casa me faz feliz como eu tenho certeza que também fazia à mamãe. =)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Stumble!

Muito viciada nesse StumbleUpon. E pra quem tem tempo e curiosidade vale à pena.
Uma barrinha de ferrementas instalada no seu navegador que permite descobrir sites e páginas aleatórios de acordo com os assuntos de seu interesse, marcados quando você faz o cadastro no site.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

receita


Admito não ser nenhuma excelência em assuntos domésticos (principalmente quanto às finanças e organização da casa), mas sou completamente familiarizada com a cozinha. Desde cedo aprendi, na base da tentativa e erro mesmo, os macetes e as manhas deste setor da casa que chega a apavorar certas cidadãs.

Alguma relevância o fato de minha avó, meu pai e minha mãe cozinharem MUITO bem, deve ter. Pois meu irmão também herdou a tal desenvoltura na cozinha. Lembro muito bem que desde novinha bastava querer fazer alguma coisa que mamãe me auxiliava e dava tudo certo. Depois fui tentando sozinha e voilá! Tudo era bem simples de fazer.

Nunca tive sérias decepções e nunca entendi alguém não saber "fritar um ovo". Mas tudo bem, respeito as dificuldades alheias (as tenho muitas).

A rasgação de seda em causa própria não foi o objetivo do post (mas sendo a propaganda a alma do negócio, de alguma coisa deve servir). O objetivo era compartilhar com vocês uma coisa que há tempos eu procurava e só hoje, enquanto cozinhava, me lembrei de onde poderia estar.



 Esse livrinho era da minha mãe e é a cara da minha infância e adolescência. Tinha várias dicas de conservação de alimentos, de preparação de saladas, sobremesas, pratos desde os da cozinha trivial à mais elaborada, além do espaço para nossas próprias receitas, que nós duas escrevíamos aos montes. As conversas na cozinha com ele como testemunha foram muitas e é bom reencontrá-lo, do jeitinho que ela deixou.





É um pouco da vida que, longe de ter ficado pra trás, a gente resgata a cada página virada.
E essa saudade é gostosa, aprendi a transformar em coisa boa.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

vida

Ontem recebi um arquivo de um amigo, com 180 páginas de uma literatura deliciosa, recheada de vida real (com um certo exagero que só dá mais charme à coisa) e filosofia cotidiana.
Tenho lido quase compulsivamente e adorado. É o resgate de quase três anos de vida intensos e, na minha opinião muito bem vividos, que me fizeram pensar sobre como a aparente simplicidade do dia-a-dia é na verdade muito mais inspiradora do que a busca por algo extraordinário.    

domingo, 24 de outubro de 2010

Momento PRECISO COMPARTILHAR do dia:
Sempre achei que menos é mais, quando se trata de paquera em balada. Portanto, se um cara chega com cantadinha pronta (ou improvisada), já perde ponto. Isso é comigo. Mas sei que há quem goste. Sempre preferi a pura e simples troca de olhares seguida de uma aproximação natural e consequente da reciprocidade disso. Acontece que eu estava lá, no meio da pista, quando de repente um abraço inesperado:
- Oi!
- Oi! (eu, tentando focar o rosto da criatura a quase menos de um palmo de distância do meu)
- Lembra de mim?
- Errr... (ainda tentando visualizar a criatura). Não! (depois de constatar que era de fato, um desconhecido)
- Então... é por que a gente não se conhece mesmo. Qual o seu nome?
- ????? Dá licença, que eu tô acompanhada (nessas horas é preciso apelar pra qualquer coisa e a única que me veio à mente foi essa, juntamente com meu punho tentando empurrá-lo pra longe, enquanto ele finaliza "com chave de ouro").
- Tá com medo de mim?
- Pois é. Tô (e consegui me desvencilhar).

Rapazes (eventuais leitores deste humilde espaço) #ficaadica , por favor, feeling. Um negócio desses é no mínimo constrangedor.

Playlist da noite de domingo no Stereomood: optimistic

sábado, 23 de outubro de 2010

Achados de brechó

Rapaz, é muito bom ler coisas oportunas. Estava eu aqui, pensando se me desfazia ou não do sapatinho azul fofo (achado feliz de um brechó desses da vida), por conta dos calos e do aperto que o infeliz causa ao meu pé, quando a linda da Mariella me aparece com várias dicas pra sanar o desconforto ocasional de alguns pisantes. Vale tentar, né?
Vale dizer também, que eu sou adepta do conforto acima de tudo. E salto nunca foi uma prioridade pra mim. Mas confesso que acho lindo, elegante e morro de vontade subir em um e andar serelepe por aí como e estivesse descalça (tem gente que consegue, né?). Mas a vontade vai até onde o desconforto começa.
Acontece que um dia desses (há uns três anos), me deu uma vontade louca de comprar uns scarpins. Como eu sempre gostei de brechó (e andava meio sem grana), resolvi fazer um tour na busca dos tais scarpins. Vai que, né?

É meio decepcionante essa procura, por que quase sempre os artigos estão velhos demais, ou cheirando a mofo demais e isso acaba desestimulando a pessoa a continuar. Mas eu tinha que encontrar pelo menos um.
Tanto procurei que achei não um só, mas três. E o preço, confesso, foi o que mais me tentou. Até por que, em matéria de salto, como eu já disse, sou uma negação. Mas levei, três sapatinhos, por R$ 50,00 (ahã!!). Estavam em boas condições (com exceção do rosa, que aliás é o único que ainda uso de vez em quando, portanto o mais confortável) e eu achei cada um mais fofo que o outro.

sapatinho azul (o detalhe do coração não me agradou muito, mas dá pra abstrair)

o sapato rosa (bem surradinho, até por que já foi mais usado)

o sapato preto e branco (meu sonho usar esse, mas não dou três passos direito com esse salto)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

tesoura pra desfiar cabelo

mais um pra lista dos desejos. tenho consciência que com ela corro o sério risco de esculhambar meu cabelo valendo. mas eu PRECISO de uma.