quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Eu só queria entender que diabo de macumba foi essa que me fizeram, que eu sinto tudo ao contrário. São sete anos, minha mãe falou. Então eu preciso esperar bem quietinha que é pra não sair fazendo besteira por aí.



Preciso de uma camisa de força.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

“Caminhar é um perigo e respirar é uma façanha nas grandes cidades do mundo ao avesso. Quem não é prisioneiro da necessidade é prisioneiro do medo: uns não dormem por causa da ânsia de ter o que não têm, outros não dormem por causa do pânico de perder o que têm. O mundo ao avesso nos adestra para ver o próximo como uma ameaça e não como uma promessa, nos reduz à solidão e nos consola com drogas químicas e amigos cibernéticos. Estamos condenados a morrer de fome, morrer de medo ou a morrer de tédio, isso se uma bala perdida não vier abreviar nossa existência.”

Eduardo Galeano - "De pernas pro ar: a escola do mundo ao avesso"


. se eu não ganhar, vou comprar.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

certas verdades podem ser omitidas. a ilusão de quem vê apenas o que quer, acaba no tempo devido (na maioria das vezes).

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Todos à deriva. Aos pares, ímpares, estamos todos boiando por aí esperando algo. Algo maior, que confira algum sentido ao caos que nos rodeia - e habita, porque não? E em uns poucos insights, constatamos que maior que nós é justamente o caos. Esse do qual fugimos e do qual nunca nos afastaremos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Engraçado que eu nunca lembro dos discursos ensaiados no espelho na hora certa. Depois sempre fica aquela sensação de oportunidade perdida.
E eu sigo.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Há momentos (poucos, até agora) em que eu gostaria de ter a quem fazer uma prece. Mas não consigo. Minha teimosia bloqueia qualquer tipo de entrega a um ser divino e maior do que eu a responsabilidade pela ordem dos acontecimentos (apesar da aparente estupidez de uma afirmação dessas).
Perceber o quanto somos impotentes à vista de certos fatos chega a ser desesperador e nem assim eu consigo fazer uma prece.
Mas o desejo profundo de que tudo acabe bem, talvez me absolva do ceticismo tão impróprio nessas horas.
E às pessoas queridas, eu espero que tudo aconteça da melhor forma possível quando não depender de nós.

Sorte, sorte e sorte. É meu desejo mais profundo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

eu não sei me despedir. mas agora sei aproveitar a diversão. e é só o que importa, por hora.