domingo, 13 de julho de 2008

Queria não estar ali. Durante horas havia conseguido manter-se indiferente e de repente toda a segurança cultivada com esforço, se desfez. Culpa das suposições absurdamente possíveis e cruéis.
Então, com o estômago embrulhado pelo ciúme e tentando organizar o turbilhão de idéias a dilacerar seu auto controle, fez a pergunta mais idiota possível.
O longo suspiro antes da resposta denunciou a mentira que ela queria ouvir.
Abraçou-o demoradamente e foi dançar. Triste por acreditar no que não ouviu.

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